sábado, 31 de março de 2007

Um problema de nome... ou um nome problemático?

É impressionante como as coisas simples, aliadas por sua vez a outras coisas simples, resultam numa coisa complexa com'ó catano! Exemplo disso é o meu nome. Aquele que vem no BI. Isto começa logo com o facto de, se a pessoa que disser o meu primeiro e último nome for "xopinha de maxa", é de fugir. Adorava ouvir o Sylvester a pronunciar o meu nome, a sério...

Outra coisa, que é das que mais me aflige, é o facto de ter de usar as minhas iniciais em vários momentos do meu dia-a-dia, principalmente no que respeita a trabalho. Tudo isto seria normal, não fosse o facto de o meu nome dar a brilhante sigla "SS"! Cada vez que assinava SS, dava-me calafrios, e surgiam-me à memória imagens de Auschwitz. Por isso, de há uns tempos para cá decidi mudar a minha rubrica, acrescentando a inicial de um meu outro nome. E assim nasceu a brilhante sigla "SMS". Ou seja, ou fico com uma sigla que nos remete logo para a ideologia nazi, ou fico com uma sigla que nos remete para a ideologia Morangos com Açúcar. Naturalmente, e como certamente compreenderão, escolhi esta última, numa clara homenagem ao meu telemóvel.

Mas de tudo isto, o que me tira realmente do sério é quando alguma esperteza rara passa documentos com o meu nome, e escreve "S. DA S". Opá, que porra! Mas onde está o sentido estético desta gente? Fica MAL! Qualquer um vê isso!!! Cada vez que alguém me faz isto, reviro imediatamente os olhos e sinto espasmos por todo o meu corpo. É incontrolável. É inadmissível. É meio caminho andado para eu obrigar o pessoal a passar novo documento.

quarta-feira, 28 de março de 2007

All of my miaumories lá rá rá...

Estive lá e foi excelente!

Tirando o facto de eu, em concertos, OUVIR mais do que VER... mas porque é que eu não nasci com 1,70m ? Porquê? Porquê?

Deixo-vos com dois grandes momentos do concerto dos Within Temptation, do passado dia 24, no Paradise Garage: A abertura, com o Our Solemn Hour (uma das melhores músicas do novo albúm), e claro, o Memories, já no fim do espectáculo.

*Um grande bem haja ao Starlight2037, que teve a gentileza de "youtubar" os videos ;)



segunda-feira, 26 de março de 2007

Ah, os portugueses! Esses grandes portugueses!

Acabei de ter o sonho mais estranho e estúpido da minha vida.
Acabei de sonhar que a RTP tinha feito um programa de televisão, com o objectivo de escolher o maior português de sempre, e que, em quase 900 anos de história, os portugueses tinham escolhido como personalidade mais importante um tal de António de Oliveira Salazar.
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Tenho deixar de tomar o Xanax. Faz-me alucinações...
PS1 - Aos que votaram no senhor Salazar: - Ainda bem que estamos numa democracia, e que temos todos o direito de votar no que achamos melhor. Mas por favor, larguem as drogas. A sério.
PS2 - O Salazar deve estar todo contentinho, lá no lugarzinho que reservou no céu (cof! cof!). É que, pela primeira vez, ganhou uma votação de forma legal.

terça-feira, 20 de março de 2007

Maybe I can find a place I can call my home*

Está a chegar a Páscoa, e com ela a minha ânsia (ou desespero) por férias, mais precisamente as minhas férias anuais na "minha terrinha". Todos os anos lá vou, e posso-vos garantir que é o sítio onde se festeja mais emotivamente a Páscoa. O que é especialmente interessante para pessoas como eu, que só põem os pés numa igreja por ocasião de casamentos e baptizados. E é quando não consigo arranjar maneira de trabalhar ao sábado de manhã... (ups, eu não disse isto...)
Ficam algumas fotos desse maravilhoso Edén que é a Serra do Gerês, tiradas pela gata cá do sítio ;)










Esta, obviamente, não foi tirada por mim, até porque sou eu quem está a sorrir para a foto. Estava especialmente alegre neste dia, como podem ver pelo meu sorriso rasgado!=)

* Refrão da canção de Loreena Mckennitt, Dicken's Dublin.

sábado, 17 de março de 2007

Eu e o meu mau feitio pá!

Regra geral, sou uma pessoa bem disposta. Mas confesso que tenho uma certa tendência para me irritar quando algo corre mal, e consequentemente, usar aquela arma que os portugueses raramente se lembram que existe. O livro de reclamações. Expressões mais comuns: "Ah, e tal, fui mal servido, trataram-me como a um otário, mas pedir o livro já é demais.... não quero dar barraca." Desculpem, mas isto é tanga! Qualquer reclamador em potência tem o direito (se for queixa fundamentada claro!) a utilizar o livro. E se não o tiverem, azar o deles, e o nosso: é que chamar a polícia faz com que as atenções sejam atraídas [ainda mais] para nós, vá-se lá saber porquê... (eee...? Já armaram chinfrim, so what?)
De qualquer forma, não nos custa nada evitar situações chatas a futuros clientes (ou a nós próprios), expondo a nossa situação. Se não, vejam: O livro de reclamações é um dos meios mais práticos e comuns para o consumidor apresentar queixa. Quando algo não corre bem na prestação de um serviço ou na compra de um produto, o consumidor pode solicitar este livro e reclamar logo nesse local, sem nenhum encargo. Mesmo que a entidade a quem a queixa é enviada já não possa solucionar o problema, esta forma de reclamar pode ajudar a evitar que outros cidadãos sejam prejudicados pelas mesmas razões.
E mais: Sempre que o livro de reclamações lhe seja solicitado, o proprietário do estabelecimento não pode exigir a apresentação de qualquer documento de identificação como condição para o apresentar. Se o acesso ao livro lhe for negado é chamar a polícia, para tentar resolver a situação. Depois, numa segunda fase, até pode dirigir duas reclamações escritas à entidade que tutela a actividade ou serviço: a primeira, pelo facto que originou o pedido do livro de reclamações; e a segunda, pela recusa em facultarem-lho. Se a instituição ou entidade prestadora de bem ou serviço não cumprir as regras relativas ao livro de reclamações, pode incorrer na prática de contra-ordenações. No caso das empresas, a coima pode, em algumas situações, ir até 30 mil euros.*

Sendo assim, meus amigos, não tenham receio de, foram mal tratados, "pimbas!", - "Ó fachavor, quero fazer uma reclamação". Mas também não vale "ah, e tal, não gostei do empregado - morre!".
Porque é que eu me lembrei de dizer isto hoje? Porque ontem tive oportunidade de regressar a um bar-café-whatever, onde há cerca de 2 meses atrás fiz uma reclamação - não por escrito, confesso, porque os meus amigos ameaçaram sair da sala se eu coninuasse a discutir - saudavelmente - com o gerente. O que aconteceu: como sou hiper-gulosa, pedi uma fatia de bolo de chocolate. Até aqui tudo bem. Mas eis como me foi apresentado o bolo - a) num prato enorme, branco, típicos da nouvelle cuisine, b) a fatia era mi-nús-cu-la, uma coisa ridícula, mais fina que a minha carteira, que nunca anda lá muito recheada. Houve pessoal a tirar fotografias à fatia, tal foi o gozo quando aquilo foi à mesa! E o preço? Tinha aumentado na semana anterior... brutalmente! Enquanto falava com os funcionários, a fatia ia correndo a mesa despertando as mais sonoras gargalhadas.
Como já vos disse, ontem regressei ao dito bar, e uma das minhas amigas pediu uma fatia do mesmo bolo, precisamente para ver como era-nos apresentada desta vez. Talvez a imaginar mais uma série de gargalhadas derivadas de mais um episódio da saga O Bolo e os Minimeus. E eis que veio uma fatia... normal! Daquelas que não precisamos de lupa. Ou seja, ela foi bem servida porque eu armei barraca na outra noite. Estão a ver, o SPM não é mau de todo...:)

segunda-feira, 12 de março de 2007

As criancinhas de hoje...

Visito hoje meu nobre e-mail, que tem neste momento 192 (!) mensagens não lidas, e deparo-me com esta:
Retirado da revista VISÃO
Criancinhas
A criancinha quer Playstation. A gente dá.
A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa. (Esta arrepiou-me particularmente...)
A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a daementa e acaba tudo em festim de chocolate.(...)
A criancinha quer camisola adidas e ténis nike. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso ser diferente.(...)
A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de conta e o berreiro continua.
Entretanto, a criancinha cresce. Faz-se projecto de homem ou mulher. Desperta.
É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária. E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares. A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso. Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada. A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira. A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são «uma seca». Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo. A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal. Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a violência sobre as criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu».
Concordo com tudo isto. é a dura realidade - falo contra mim, porque tenho amigos que estão precisamente a passar por isto com os filhos, gosto dos miudos, mas reconheço que o distanciamento e toneladas de mimo dos pais constitui um retrato fiel do que foi dito. Como também tenho amigos professores, sei bem o que é passar o dia a ensinar crianças que insultam, gritam e desaprendem , apesar dos esforços de professores e auxiliares, que também levam por tabela. Destaquei a parte mais chocante de tudo isto, é que é a pura verdade - a tipica frase "não têm nada que se armar em paizinhos, pois quem sabe do meu filho sou eu." Uma vez levei esta resposta, depois de ter agarrado, em pânico, uma criancinha completamente desconhecida para mim , mas que trepava com todo o vigor um gradeamento de uma barragem, perante o olhar perfeitamente passivo do papá.
Agora, atentem na segunda parte do e-mail.
A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles. Provavelmente, não terá um emprego. «Mas ao menos não anda para aí a fazer porcarias».(...)Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo. E então teremos muitos congressos e debates para nos entretermos.
Ora,também é a verdade, reconheço. Também acho que há uma falta de autoridade tremenda - dá-se um estalo no miúdo, é digno de vir na TVI. Enquanto que algures no país existem 10 ou 20 crianças a serem diariamente espancadas por autênticos psicopatas, com o conhecimento de 5 assistentes sociais, e ninguém faz rigorosamente nada - mas sobre a verdadeira aberração do que é a assistência (qual? qual??) social portuguesa falarei mais tarde.
Agora, deixem-me continuar uma alternativa desta segunda parte...
A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na casa dos papás, porque o salário que ganha (está a recibos verdes) não dá para pagar casa, luz, água, carro e combustivel, alimentação e vestuário. Ao invés disso tem de descontar mensalmente, só para o Estado, um quarto do que ganha, ou mais - mas não tem direito a segurança social. Tem um terreno herdado dos avós, mas não pode construir casa porque uns senhores que estão sentados à secretário decidiram que aquele terreno baldio sem uma unica restea de vinha era, afinal, reserva ecológica. Dois anos depois deixam construir um outlet no estuário do Tejo, e aprovam um projecto para construir um mega-aeroporto em plena serra.
A criancinha quer ir de férias, mas como está em regime de trabalhador independente, não pode porque não recebe qualquer subsidio. Aliás, não pode adoecer, porque sendo trabalhador independente, não tem direito a subsidio de doença.
A criancinha candidata-se aos poucos lugares que abrem para o quadro na função pública, como professor, mas fica sempre em 2º lugar, porque os seus papás não moram na Quinta da Marinha
nem foram ministros.
A criancinha deseja arduamente voltar a ser criancinha. Pelo menos enquanto via o Dartacão estava feliz - agora tem de passar 7 horas num centro de saúde para conseguir marcar uma consulta. Note-se, "marcar", não "ter" uma consulta...
Também eu acho que os professores são os maiores lesados com isto tudo. Os miudos ficam à deriva, enterrados em brinquedos e mesadas, e acham que podem insultar tudo e todos. E um professor nem sequer pode separar uma briga entre dois alunos - é contra as regras.
Mas da maneira como isto está, são poucos os que deixam de ser criancinhas. Até mesmo os professores, que têm de pedir auxilio aos pais quando ficam 5 ou 6 meses numa lista de espera, apesar de já darem aulas à 10 anos.
Pensem nisto...

quinta-feira, 8 de março de 2007

I´m a nice Bxana

Este Rafeirito pregou-me uma partida, e desafiou-me para descrever uma panóplia de coisas, em redor do maravilhoso, estupendo, estrondoso número 7. Ora, epá, correntes, não curto lá muito (YO!), mas hoje o dia correu-me bem, o meu chefe pediu-me desculpas por um mal entendido (milagre! milagre! quero um santuário JÁ!), e o jantar foi massa, portanto, estou bem disposta!

7 coisas que faço bem
- Rir desalmadamente (Um bocado alto, admito...);
- Falar (Horas, e horas, e horas...);
- Escrever longas dissertações (Quer dizer, mas eça sena dos erros ortugráficox não conta, pôix não?);
- Socializar (Sou um animal social. Ponto.);
- Organizar tralhas (Especialmente papelada. Coincidentemente, sou pseudo-arquivista! Ena!);
- Comer chocolate (O gajo do anúncio nasceu a dizer "caramelo". Eu nasci a dizer "chocolate");
- Dissertar sobre cinema (Sou viciada em filmes. Infelismente, já não tenho tempo para ir ao cinema. Por isso, saco-os da net. Ups... não, é mentira, É MENTIRA!);

7 coisas que não sei fazer bem ou que não gosto*
- Falar francês (Nem queiram ouvir...);
- Mentir (Fico vermelha, pisco imenso os olhos e transpiro que me desalmo. Fora isso, tudo bem);
- Ter sentido de orientação (O GPS foi a melhor invenção depois da roda);
- Bacalhau cozido com grão (Urrggghh!!!);*
- Dar um duplo mortal à rectaguarda (Por mais que tente, nunca consigo...);
- Engordar (eu já fiz tratamentos para GANHAR peso. Nunca passei dos 55 quilos... Ou seja, não posso vestir-me de preto, senão internam-me por suspeita de anorexia);
- Estar a menos de 10 metros de uma aranha (Cobras e escorpiões ainda aceito. Agora aranhas...);

7 coisas que me atraem no sexo oposto
- Sentido de humor;
- Ter um sorriso bonito e sincero... e sentido de humor;
- Ah, antes que me esqueça... ser uma pessoa bem disposta, e ter um bom sentido de humor!
- O olhar (Intenso, intenso...);
- Inteligência (Tem de saber fisíca quântica. Ou então, qual a minha cor preferida - visto que eu não entendo nada de física quântica);
- Sentido de responsabilidade qb (Querida, peguei fogo ao apartamento. Mas ainda temos a tenda de campismo! 'Bora para a Caparica?);
- Que me venere como a uma deusa grega.
7 coisas que digo frequentemente
- C'um catano!
- O que tu queres sei eu!
- Altamente!/Brutal!/Fantástico! (É normal estas três expressões virem de braço dado no meu discurso)
- Olá, estás porreirinho/a??? (Este é, sem dúvida o meu maior cliché!)
- Miau! (Não, este é que é o meu maior cliché!)
- Não sei... digo eu!
- Não concordo!**

**É possível que eu seja assim um bocadinho para o protestante... (não estamos a falar de religião).
7 actores/actrizes:
- Ralph Fiennes (não há palavras para descrever este homem);
- Cate Blanchet (para mim, a melhor actriz a seguir à grande Meryl);
- Johnny Depp (admitam, o tipo é genial!);
- Meryl Streep (the Lady - por alguma razão é que recebe toneladas de prémios...);
- Liam Neeson (grande actor - os americanos são burros por o desprezarem... como aliás, todos os actores que vêm do Reino Unido/Irlanda...);
- Colin Firth (enfim... também não há palavras para descrever este...);
- Renée Zellweger (uma das melhores actrizes da actualidade - basta comparar a Bridget Jones com a Ruby do Cold Mountain, e a palavra "versatilidade" surge-nos logo em mente...)
And so on...!

Para desafianço (esta fui eu que inventei), convoco os meninos/as:
E o suplementar:
(Pensavas que me tinhas esquecido??? Vá, toca a fazer psicologia...!:)
AVISO:
Quem tiver feito uma jura do tipo "Desejo urticária aguda a quem me meter em correntes deste género durante sete anos, sete dias e sete horas", então, VOCÊS NÃO LERAM ISTO! É fruto da vossa imaginação! Voltem à página do Abrupto, s.f.f. Acho que há lá uma rubrica nova chamada Retratos do trabalho em Xctuhygdygaj.

Com os melhores miaus, e votos para que não me odeiem para o resto das vossas vidas!

Bxana

terça-feira, 6 de março de 2007

I'm not dead

Por entre as dezenas de parvoíces que fui escrevendo este mês, entre exames e trabalho, ficam aqui os textos que-deveriam-ter-saido-em-Fevereiro-não-tivesse-sido-esse-o-mês-do-stress-supremo.

A pirosice extrema!

O Dia dos Namorados ainda aceito. Jantares românticos, saídas românticas, férias no Dubai românticas... agora a comercialização do Dia dos Namorados, abomino completamente. Eu até me acho romântica (a sério!), mas há uma coisa que, em meu entender, roça a pirosice extrema: são os ursinhos de peluche que seguram um coração vermelhíssimo (note-se que até gosto muito de vermelho), que por sua vez diz, em pirosas letras brancas, "I Love You". Nos meus piores pesadelos, ando a fugir numa cave, em pânico, não do Freddie Kruger, mas de um urso gigante com um coração colado às patas. E se há coisa que me aflige é passar por aquelas montras das tais lojas de inutilidades que já vos falei, e ver tudo a vermelho e branco. Tipo o "perna-de-pau" da Olá.
Há tanta coisa gira e fascinante para fazer no Dia dos Namorados. Sim, incluindo isso. Mas porquê ursos? Que raio é que um urso tem de romântico? E depois é precisamente aquele tipo de lojas do "desenrasca". O gajo não sabe o que haverá de oferecer à sua gaja, pimbas! 'bora à Funny! Existem milhares de ursos de peluche. Ela vai adorar...'
Urgggggghhhhhhh!
E sim, admito... tenho em casa um ursinho de peluche branco, com o original coração demonstrando a mensagem I Love You. Foi comprado 20 minutos antes de eu ir jantar com a pessoa que mo ofereceu. Tenho medo de me desfazer dele porque depois poderá, eventualmente, perseguir-em em pesadelos, com facas no lugar de patas.
Ah, e foi comprado na Funny...

Existem piores que eu, sem dúvida

Eu tento ir bem na séria quando ando na rua.

Mas passar por um homem que está a falar ao telemóvel, em cima de um pino de cimento, em plena Avenida de Berna, e com a maior cara de felicidade que vi em 24 horas, não me faz bem às gargalhadas.

Elas têm de forçosamente sair cá para fora.

"Nunca mais te deixo ficar tanto tempo fechada em casa"

Foi a frase que ouvi, em tom de desabafo, da Blonde, depois de numa festa de Carnaval ter atado um amigo nosso a um molho de serpentinas.

Para o ano vou de Yoda

O mundo é muito injusto.
Fui a um concurso de máscaras, no fim de semana de carnaval, e... ganhou o Chewbbaca!

Sinceramente.

Tirando as toneladas de pêlo, que é que ele tem que eu não tenho?

A sorte é que eu não sei cantar...

É um terrível contrasenso que uma das minhas músicas favoritas seja o Enjoy the Silence, dos Depeche Mode.

Perto de mim, ninguém desfruta de silêncio absolutamente nenhum.

Não... a sério... a sério?

Eu sou a rainha da ingenuidade... senão, veja-se o seguinte e-mail que recebi ontem.
Olá Bxana!

Parece que foste a única que não consultaste os apontamentos na sala do Y...lololol...devias estar muito concentrada no teste! :)

Paciência... mas também acho que em algumas perguntas os apontamentos não iriam ajudar muito...

Jinhos e bom estudo!
X
Vou ali bater com a cabeça na parede e já venho.

domingo, 4 de março de 2007

"Em pleno vento"

Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para enfrentarmos juntos o terror da morte
Para ver a verdade para perder o medo
Ao lado dos teus passos caminhei

Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem
E abandonei os jardins do paraíso

Cá fora à luz sem véu do dia duro
Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo
Por isso com teus gestos me vestiste

E aprendi a viver em pleno vento

Sophia de Mello Breyner Andresen


Imagem: Boreas, J. W. Waterhouse


quinta-feira, 1 de março de 2007

Eu só queria mesmo era um valium e uma cabana*

Esta Maharet é do catano. Não contente com o facto de ter organizado um jantar há menos de 72 horas, e de ter definido este sábado como 2ª parte da sua festa, ainda se socorreu lá dos seus contactos obscuros (uhhh), e marcou um ecplise lunar para a noite de 3 de Março.

Citando a própria, depois de lhe terem perguntado porque razão tinha optado por este tipo de entretenimento, Maharet respondeu: Porque fogo de artifíco está muito visto.
Aguardam-se, para depois do espectáculo lunar, danças havaianas, e a descida dos Teletubbies da Lua, directamente para o Plateau.







Nota:
O fenómeno terá início às 21:30 (hora TMG e de Lisboa) de 03 de Março, depois da Lua entrar em penumbra às 20:18, e terminará à 01:20 dessa noite, com o eclipse total a ocorrer entre 22:44 e as 23:58, precisou o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL).
Nota 2:
Este post está repetido num outro blog (ou vice-versa) o qual não posso divulgar sobre pena de apedrejamento por parte dos outros participantes. Não que eu não quisesse... divulgar o site em questão, of course!
* Título deve-se ao facto de eu estar absolutamente, extraordinariamente, e completamente cansada, depois de um Fevereiro... do catano!!!

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