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terça-feira, 29 de março de 2011

Cursed

Sabem aquelas pessoas que estão em frente a uma maquineta, a tentar comprar um bilhete, mas ficam uns 15 minutos a olhar para aquilo, sem saber o que fazer, enquanto uma fila de 20 pessoas aguarda impacientemente atrás de Vós?


Pois é, fiz isso à pouco.

Hoje conto com, pelo menos, 14 maldições e um ritual de vodu.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

1982

Na senda de uma dissertação sobre a importância do ano em que nascemos, tenho aqui a minha justificação do "porquê considerar 1982 um ano extraordinariamente importante":

Janeiro: Nasce Bruno Nogueira.

Fevereiro: Chove e está frio. Carnaval. Pessoas de máscara.

Março: Nasce Jessica Biel.

Abril: A tia Tatcher entra na confusão das Malvinas. Chove. Nasce Kirsten Dunst.

Maio: Faz 64 anos que os pastorinhos viram uma senhora má' brilhante quio'sól. Amendoeiras em flor. Estreia a primeira novela portuguesa, a Vila Faia!

Junho: Nasce o principe William! A princesa Diana é mamã e o principe Carlos continua orelhudo.

Julho: Karen Dianne Baldwin é a nova Miss Universo. Levou um fato de banho roxo e dois quilos de laca no cabelo.

Agosto: Calor. Madonna faz anos. Há gente na praia.

Setembro: Começa o Outono. Morre Grace Kelly e torna-se numa lenda. O GRANDE Gabriel Garcia Marquez ganha o Nobel da Literatura com o Cem Anos de Solidão. A família Buendía rula!

Outubro: Felipe González é eleito primeiro-ministro em Espanha. Cá, continuamos a ter o bochechas.

Novembro: Mariasela Alvarez Lebron é a nova Miss Mundo. Começa a chover.

Dezembro: Natal. Pessoas usam galochas e ouvem Alphaville. Madonna continua loura. Em 31 de Dezembro, acaba o ano e começa outro. Acho que foi 1983.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

A mestria de saber usar o que os outros usam

Ah, a moda. Esse animal.

Não vos acontece por vezes fazerem ou usarem algo que "está na moda", e essa moda não só não vos pegar, como acham que estão para ela como o azeite está para a água?

Exemplo: "- Toda a gente está a ler o livro do Joaquim Aguiar Mota! Vou ler!"

Depois pegam naquilo, e não só vos dá um sono desgraçado (!) como cada nova página equivale a um processo de morte lenta. Boooooring! Mas TODA a gente adora aquilo.
É um best seller. "- Epá, o problema devo ser eu! O livro é bom, eu é que sou uma besta insensível. Vou ler ou fingir que li para não passar por parolo." E assim passamos o teste. O pior é se todos os outros pensam o mesmo. Andamos todos a fazer figurinhas de tolo. Whatever.


O exemplo mais clássico é mesmo o da moda, especialmente no que toca às mulheres. "- Ok, TODA a gente da minha idade está a usar aquelas calças que parecem uma fralda. Caraças. Eu odeio aquilo. Mas não quero parecer demodé. Portanto, vou meter no baú o meu bom-senso e vestir-me exactamente que nem uma palhacinha. Assim integro-me."
Bah! Já pensaram se os/as outros/as pensam exactamente o mesmo? Que circo!



E o que dizer relativamente à tecnologia?!? A moda são os notepad. Já tive para comprar um. É giro e muita gente chique tem. Pormenor: os meus dedos de sapo não chegam àquele teclado. Não vejo bem naquele visor minúsculo. Aquela porcaria tem a velocidade de um caracol. MAS toda a gente tem. Pá, na balança do social o "toda a gente tem" adquire um peso de 15 elefantes indianos vs o peso de uma top-model anoréctica.


Não devia ser assim? Claro que não. Mas é.

Caso contrário, serás um demondé ou um excêntrico.

Ou ambos.
O que não é necessáriamente mau, correcto?



Miaus de bom fim-de-semana!

Bxana

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

I Had a Dream

A noite passada sonhei que estava a tentar convencer o Jorge de Burgos a não pegar fogo à biblioteca do mosteiro.

Deve ter sido o sonho mais intelectual que tive até hoje, se excluirmos aquele em que estava a explicar a Nietzsche a terrível ironia de, não só ele ter sido chicoteado por defender um cavalo, como o Super Homem vir, décadas depois, a ficar paraplégico por ter caído de um cavalo.
Não questionem, não vale a pena.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Gatos ao poder, JÁ!

Acho que sim. Sim, sim.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Lá vou eu, pareço uma rainha!!!

Fim-de-semana na Isla Mágica - Sevilha.

O melhor? El Desafio - queda livre de uma torre com 68 metros...:)




(o video não é meu, tirei ao acaso no Iutubi...nenhum de nós teve coragem de filmar aquilo, não fosse a câmara ficar lá em cima...e descer abruptamente, caindo em cima da nossa cabeça)

terça-feira, 16 de junho de 2009

Dez Momentos Felinos!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Encontros imediatos

A caminho de Coimbra, no IP1, paradinha numa estação de serviço a curtir o efeito do café, estava já de saída, quando me cruzo com a Vitória!

Lá chateei o sr. treinador daquela magnífica criatura com mil e uma questões, sendo uma delas, provavelmente, a que mais gente lhe coloca:

Bxana: "Como é que consegue fazer com que ela voe no estádio, e não se assuste com o barulho de toda a gente a aplaudir?

Treinador: "Isso é porque eu sou muito bom treinador!"

E toma. Já a levaste, Bxana!:P


Fica o recuerdo.

domingo, 7 de junho de 2009

Kitty Cat!

A Sacha teve filhotes! É a gatinha da minha prima, ainda não fez um ano...mas já é mãe adolescente. E uma ótima mamã, diga-se já! Nunca larga os filhotes, está sempre por perto, e segue-nos sempre que pegamos numa das miniaturas... e os filhotes?? Um mimo! Dois brancos e dois pretos (como a mamã gata é siamesa, talves tenha decidido dividir o mal pelas aldeias) são pequenas bolinhas de pêlo tão fofinhas... estou aqui e já estou com saudades deles.









A última foto é a da mamã babada... não são um mimo? As fotos não lhes fazem justiça! Quanto à Sacha... a Sacha "apareceu" a propósito daqueles e-mails que tanta vez recebemos para adoptar animais, cujas pessoas que os guardam não têm condições para os ter. A Sacha foi abandonada em Lisboa, quem a recolheu não tinha hipótese de a manter, e enviou vários e-mails, os quais, por sua vez, foram reencaminhados, etc, etc... a história teve um final feliz! A minha prima, comovida com a história da Sacha, não hesitou em adoptá-la, ligou para o número do e-mail, e esta maravilhosa gatinha lá fez a viagem Lisboa-Pegões, onde vive neste momento, com a sua prole!


Pensem sempre, quando receberem estes e-mails, que mesmo não podendo adoptar um animal, há provavelmente quem possa na vossa lista de contactos! Reencaminhem!


Ou então...porque não adoptar? Eu adoptei a minha Joaninha há 14 anos, de uma ninhada de rua. E só me arrependo de não ter trazido os irmãos dela...mas na altura não foi possível. Hoje, não posso adoptar mais gatos, porque a Joaninha já é um pouquito idosa, esteve muito doente (o que requer um maior esforço para manter as despesas cá de casa, que os veteriánios são carotes...), e é muito ciumenta. mas um dia, tendo eu uma casa maior... vai ser bonito, vai! :)


Com muito miaus da Bxana e da Joaninha - que já está curada!... abram os vossos corações para os gatinhos e cachorros que por aí andam, a procurar o nosso carinho! Ter um amigo destes (e dizendo como na publicidade ao American Express)...is priceless!!!



Joaninha já recuperada :)

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Neve, neve, neve!

Para quem só tinha visto neve uma vez na vida, e num dia soalheiro, sem direito a nevão, ver pela primeira vez os Pirinéus cheios de neve é quase um sonho. Tirei mil e quinhentas fotografias, pendurada na janela, com os meus amigos a reclamar do frio.

Depois de quase 14 horas de viagem, chegámos a Andorra. Mais um bocadito, atravessamos o minúsculo principado, e chegamos à fronteira, Pas de la Casa. O nosso prédio ficava na fronteira; saíndo pelas traseiras, estávamos em França, saíndo pela porta principal, estávamos em Andorra.

Primeira impressão: aterradora. Entrámos num supermercado para abastecermos a dispensa, e estava a passar... André Sardet. Blergh! Cedo nos apercebemos que andámos 14 horas na estrada para estar num país franco-português. Nunca sabíamos que língua falar. No fim, falávamos português, se pegasse, fixe, se não, lá tentávamos o castelhano, porque inglês, nem à força da chapada, e o meu francês é tão bom quanto os meus crepes caseiros (um dia conto aqui como pegar fogo à casa com uma só tentativa de fazer crepe).


Segunda impressão: não me lembro.
Acho que só fomos buscar os esquis de manhã. Nunca tinha posto as patinhas em coisas daquelas... andar com botas de esqui equivale a fazer de duplo do robocop. E depois temos de apertar aquilo como se não houvesse amanhã.

O gajo que nos alugou o material de esqui, adivinhem... ‘tuga! Um ‘tuga bem porreiro, não me lembro o nome dele porque sou uma criatura vergonhosa, mas ele nunca se esqueceu do meu.

Primeira aula de esqui: pânico. Os esquis são duas peças aterradoras que escorregam na neve que nem manteiga. Aprendi numa pista quase plana, não cai uma única vez durante toda a manhã. À tarde armei-me em carapau de corrida, do género “querem ver???”, e fiz cerca de 300 metros de Sku. Sim, aquela modalidade em que as nossas nádegas cedem o lugar às pranchas.

Não tão grave quanto o quinto dia, em que já a fazer pistas a sério, fiz, vamos lá, 1 quilómetro de sku.

E a primeira vez que andei nas cadeirinhas? Como SAIR daquelas coisas? A primeira vez que experimentei, saí disparada das cadeiras e dei umas cinco cambalhotas na neve, até deixando esquis, batons, e dignidade pelo caminho. O mais grave é que a queda foi tão rápida, que ninguém a viu. O Profeta pergunta ao Finkut “ – Viste a Bxana?”, ele responde “ – Não!”, e pergunta ao Manel “Viste a Bxana?”, levando como resposta um surpreendido “ – Não!”. Olharam para a descida abrupta e viram, lá em baixo, uma mancha alaranjada estendida no chão. “ – Olha a Bxana!!!”


No segundo dia à tarde, nevou. Foi lindo. Lindo. É mesmo verdade, os flocos de neve são todos diferentes, pequenos cristais de várias formas, se olharmos com atenção nos 5 segundos que precedem o seu derretimento. Foi o primeiro dia que fiz uma pista a sério - uma pista azul. As pistas de esqui / snowboard estão divididas em quatro cores: verde (principiantes), azul ("normal" - com bastante inclinação), vermelhas (já bastante difíceis) e pretas (para prós - são pistas a pique, e não estou a hiperbolizar!). Às vezes há vermelhas mais fáceis que certas azuis, dependendo da zona em que se começa a pista, do espaço para curvas e da inclinação. E claro, do jeito para a coisa!!!


A casa - um T0, com uma cozinha a dividir o espaço entre as duas meninas e os quatro meninos desprovidos de juízo. E uma única casa de banho. Sem janela. É indiscritível o quanto um homem pode ser tóxico num wc. Um exército de texugos não conseguia ter o mesmo efeito do que enfiar um gajo numa casa de banho pequena sem janela, durante 5 minutos. Eu e a Bunny tentámos instituir a regra: "- Meninos só vão ao wc do restaurante, mas sem sucesso". Aprendemos a passar longos períodos na varanda, a meditar sobre o hinduísmo e sobre o consumo excessivo de Pringles nos States. Mais vale estar na varanda a apanhar um nevão, do que a menos de cinco metros de um depósito de resíduos nucleares.



Sono. Como felina que sou, consigo adormecer em cinco segundos, e acordar quinze horas depois. O pessoal ia para a night, eu ficava no apartamento numa de anti-social, a ressonar. Eles chegavam, faziam 30 por uma linha, e eu nunca acordei. Abençoada Bxana.



Franceses ao sol: Não os vejo. Tenho francesomiopia. Estavam dois franceses e uma portuguesa num solarengo dia de Março, numa pista azul. A portuguesa estava na dela, muito concentrada em manter o equilíbrio nas curvas ("1, 2, vira, trava, segue, 1, 2, vira, trava, segue...") quando olha em frente, vê uma mulher a menos de sete palmos, e grita "- Ahhhhhhhhhhhh!". A francesa vê-me, e responde na mesma linguagem universal: " - Ahhhhhhhhhhhhh!". Houve um choque de titãs, e fomos a rebolar pela neve abaixo. Perdemos esquis, batons, óculos, barrete... o marido dela veio a rastejar atrás de nós, e estando eu estandida na neve, de cabeça para baixo, virada para a descida, pergunta-me "Vous êtes bien?" , ou qualquer coisa assim, ao que respondi um muito convicente " - Oui... au... ai...". Por fim, lá me vieram socorrer. Conheci a sensação de ter magotes de gelo na lingerie.



Pronto, que isto já vai longo... foi bom, foi porreiro, foi o máximo! ;)






quarta-feira, 1 de abril de 2009

Margens de Luz

Para quem gosta de fotografia!







segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Canibalismos, ou digerir pessoas cruas faz mal ao estômago

Se eu fosse canibal, havia duas coisas que eu manteria fora da minha dieta: 90% dos funcionários das finanças, e funcionários do cobrador do fraque. Os primeiros porque são crus, e os segundos porque devem ser azedos, logo, sabem mal.


Fazer cobranças deve ser das coisas mais mais mais mais, percebem...mais? Enfim, deve ser chato. Uma amiga minha é advogada e está na parte das cobranças, e conta-me história inacreditáveis. Do género "não me lembro de ter feito esse empréstimo, sua #$/!!#"@&!" ou simplesmente "sua #$/!!#"@&!". Devem dinheiro e ainda ofendem. Giro. Muito giro. E depois dizem que os professores são a classe profissional que mais frequenta psicólogos. Deviam antes ser os cobradores de dívidas, só que a maior parte destes trabalham a recibos verdes, e não têm guito para fazer terapia. É mesmo assim, fazer terapia acaba por ser um sinal de bem estar financeiro. Pobre não faz terapia. Aliás, como costumava dizer um conhecido meu (brasileiro) - pobre não tem depressão, isso é doença de rico (em brasileiro: póbri não teim dépréssãum, isso é doênça dji rico).


Concordo mais ou menos com isto. Sei de pessoas que fazem um esforço tremendo para ter terapia - mas quem não tem guito, não tem e pronto, e sofre sozinho.


Isto no país da Europa em que mais se consomem anti-depressivos.

Não deveria o governo pensar em comparticipar umas consultazitas ao pessoal que não pode pagar...?


Obrigada.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Crónica de umas picadelas

Passou-me assim uma coisa pela alembradura, e prontos, tive de ter a minha imagem de marca espetada nas costas. Coisa que só é possível através da técnica da tatuagem.

Pequeno pormenor:

...



...



...



- Eu, Bxana Margarida, tenho PÂNICO de agulhas!

Petit pormenor para quem quer fazer uma tattoo. Por isso, lá fui aterrorizadíssima a este porreiríssimo sítio, estômago feito num oito, olhos raiados de sangue de tanto medo. Vemos o desenho encomendado por mim dias antes, e mãos à obra.
Ele chama-me para o gabinete, e eu vou quase a arrastar os pés, enquanto a minha colega lá me ia dizendo: "Isto não dói nada, vais ver".


Impressão 1: - Meus amigos, se eu consegui fazer, toda a gente consegue! Miss needle-panic conseguiu!!! Muahahahahah!


Impressão 2: - Sim, aquilo faz impressão. Sim, aquilo dói. Sim, rangi os dentes até pouco faltar para fazer fissura. Mas, no fim, vale a pena.



Fica a imagem (desculpem não ser de melhor qualidade...)! Ainda está um pouquinho inchado, mas, ladies & gentelman, eis a marca da Bxana:



domingo, 26 de outubro de 2008

Expo Kitty

Este fim-de-semana, dias 25 e 26 de Outubro, foi a vez da Exposição Felina Mundial passar por Lisboa, mais precisamente pela sala Tejo do Pavilhão Atlântico. But of course, aqui a Bxana foi visitar os primos afastados :)

Visão geral da sala








Um pequeno tigre!



Uma bolinha de pêlo!


Uma menina, vencedora nata!



Mais uma pequenita bola de pêlo!


Este era mais "r' u tóking 2 me?"...



Suei as estopinhas para convencer este bxano a sair da caminha, mas em vão...


"Exposição de gatos? Ah, ya, acho que fui, mas 'tava de ressaca..." :P


A prima Bxana com os primos felpudos!



Um miau alemão (entendemo-nos em mianês)!




Ao início pensei que me ia fazer impressão ver os bichinhos enjaulados, mas volta não volta estavam ao colo dos donos, ou no palco em concurso, para além do facto de 70% estarem a dormir, portanto até sai de lá muito satisfeita...
Miaus!!!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Notícias Bxanas

Pessoal fixe,
Se querem reportagens fotográficas à maneira, têm aqui um duo espectacular! Já os vi em acção, e fiquei maravilhada!:)
Demonstrações:
Qualquer tipo de cerimónia, contactem estes meninos, que são mesmo muito bons naquilo que fazem!!!
Um grande miau!

domingo, 21 de setembro de 2008

Chatices

Nos dias de hoje, as criancinhas já não podem fazer nada. Catano.




segunda-feira, 16 de junho de 2008

Barcelona by the crazy cat eyes

Barcelona. Esta minha viagem a Barcelona ensinou-me muita coisa. A primeira foi a sensação de andar de avião. É verdade, esta é a terceira vez que viajo a Barcelona, e nunca tinha posto os pés num avião. Peço encarecidamente para ir à janela, para ver o caminho. Dizem-me primeiro que não, porque sou horrível a dar direcções, mas depois lá cedem.

Dia 1
No aeroporto:
Calor. Muito calor. Fazer o check-in e ver a minha mala a ser esmagada pelas passadeiras rolantes foi uma emoção quase tão grande como levantar voo. Não, perdão, fazer o check-in e ser revistada foi MUITO mais emocionante. A descolagem não é assim tão má.

No avião:
Companhia low-cost espanhola. As hospedeiras fazem a demonstração, sob o meu olhar assombrado. Eu não percebo espanhol, mas percebo muito menos inglês falado por espanhóis. Penso “se esta traquitana cai, vou morrer porque não percebi onde se puxa o cordelinho para encher o colete salva-vidas. Ok.”. O B, que me cedeu gentilmente o seu lugar à janela, depois de ameaças várias, diz-me: “não te preocupes, a descolagem é o pior”. Uma hora e quinze depois dobra as folhas que ia pacientemente a ler, e diz-me com o ar mais calmo do mundo “olha, menti-te, a aterragem é muito pior. Relax, ‘tá? ”.
Ok...

Em Barcelona:
Está nublado, frio, e ameaça chover. Fixe.

Em Barcelona:
Perdemo-nos. Fizemos a pé, com malas atrás, uma zona de Barcelona com várias semelhanças com Chelas.

Barcelona, 17:00:
“Olha… uf, uf, uf…a… uf, uf, uf…pousada.”

Barcelona, 21:00:
Las Ramblas, restaurante. Comemos e bebemos quase tudo o que havia.

Barcelona, 03:00:
E não é que há um Irish – ic! – muit’á frente – ic! – mesmo atrás da Sagrada Família?

Dia 2
Barcelona para uns, Port Aventura para outros.
Depois de passar a noite a ressacar, achei – debaixo de um choro compulsivo “Eu queria tanto iiiiiiiiiiir!” – que era melhor não andar no Dragon Khan. Fico em Barcelona com os gudurosos que quer visitar a cidade.

Farmácia
Duckling – a única que sabe falar decentemente espanhol: “Buenos dias, blá blá blá, a minha amiga não se sente bem do estômago, (faz movimentos circulares a imitar a Fátima Lopes com a história dos Bifidus Activos), precisa de algo para a fazer sentir melhor. Ah, precisa também que lhe tirem a tensão arterial (aponta para o antebraço e bate duas vezes na zona das veias)”. Bxana envergonhadíssima ao lado da Duckling: “Pronto, para além de acharem que sou uma ressacada, também acham que sou drogada. Lindo”.


Parq Guell
O sítio ideal para curar uma ressaca. Depois de tempos sem fim a andar, depois de visitar a Casa-Museu Gaudi (é suposto ser um museu de cadeiras?), achámos o famoso miradouro do Parque, o dos banquinhos às cores. Nesse momento, demonstro toda a minha mais alta e nobre sensibilidade artística, e digo “Vou vomitar”. A Maharet e a Duckling passam-me piedosamente um saco da Pans para a mão. Olho cinco minutos para aquilo, e digo “Pessoal, já arrotei. Já podem tirar fotos”.

Ficou a segunda frase do dia.

Opus Gay

Volto para a pousada, para dormir mais um cadito. Duas horas depois, apercebo-me que estão a decorrer as Olimpíadas Gay no exterior da pousada onde estamos. Olimpíadas Gay. Ok. Decido que por muito mal que esteja, vou mas é ter com os meus amigos à zona da Rambla.

Plaça de Catalunya – parte 1
Decido apanhar o metro em Vallcarca, sozinha, rua abaixo, mas tento a minha sorte numa paragem de autocarros, tentando perceber onde aquilo vai dar. Darlings, eu mal percebo espanhol, quanto mais catalão. Fico a olhar para aquilo a ver se algo miraculoso acontece. Nada. Decido ir à minha vida e apanhar o metro. Nisto, apercebo-me de como deveria ser o meu ar de alucinada, quando um senhor, vindo não de bem onde, com um puto pequeno pela mão, me pergunta em inglês “Do you need any help?”. Abro ainda mais os olhos e digo, pausadamente “Yes!”. E calo-me. Ele não desiste: “Where do you want to go?”. Derrota. Esqueci-me. A Duckling foi muito específica na estação de metro onde tinha de sair, mas acabei de ter uma branca. Perante o meu silêncio e a minha cara de fantasma, o tipo insiste “Do you know where you wanna go?”. Sim, o tipo pensa que eu sou uma completa alucinada, a deambular por Barcelona sozinha, sem destino. O puto começa a ficar impaciente, e puxa a manga do pai. Mais tarde a Duckling sugere que ele deveria estar a dizer: “Papá, quem é estar pessoa estranha com quem estás a falar?”. Bem, lá me lembro e consigo dizer-lhe “Sorry, I need to go to Plaça de Catalunya!”. Ele lá me explica, super amável, e consigo ir lá ter. Milagre.

Plaça de Catalunya – parte 2
Mais umas voltinhas, e estamos todos sentados a ver a multidão da Catalunya. Estamos particularmente interessados num pombo que está a perseguir a sua pomba boazona. Quando está lá a chegar, vê na sua direcção um grupo de gente a correr. Foge. À nossa frente passa um grupo de cerca de 10 homens a correr em alta velocidade, com sacos de plástico preto às costas, a gritar e a fugir da polícia. A Duckling quebra o nosso silêncio de estupefacção: “Bem, o pombo lá perdeu o dia…”. Rimos que nem loucos nos minutos seguintes.

Noite – Las Ramblas, ou lá perto, penso eu
Super mal-disposta, a jantar num dos melhores restaurantes de Barcelona. Lá nos aguentamos até às tantas (já com o regressado grupo do Port Aventura), perfazendo um total de 14 portugueses loucos.

Dia 3
Ligeiramente mais bem disposta. Levantamo-nos cedo para ver o que nos falta de Barcelona. A Duckling faz anos hoje, pelo que lá fomos, por portas e travessas arranjar dois bolinhos, um com um 2, outro com um 6. Na hora de lhe fazer a surpresa, enganámo-nos nas posições, e assim se explica o belo vídeo que temos de todos nós a cantar os parabéns a uma jovem, perante um bolo que diz “62”.

Almoço
Super mal disposta. Os ressacados da noite anterior estavam com melhor aspecto que eu. Pareço uma zombie. Lá fazemos as voltas de última hora, e seguimos para a pousada. Hora de apanhar o avião.

Avião de regresso
TAP. Thank God. Menos 50% de probabilidades de vomitar. Saímos de uma Barcelona mais solarenga. Chegamos a uma Lisboa onde está quase a chover. Fixe.


Dia 4
Finalmente, o meu pai arrasta-me ao médico, já no Montijo.
Era a chuva, era a neve? Não, era mesmo uma gastrite.

E cá estou eu, em casa, amassada em pozinhos para o estômago. Fixe.

(Mesmo assim, Barcelona é mesmo gira!)

terça-feira, 25 de março de 2008

Daddy Cool #2

O meu pai é tão hiperactivo que uma vez uma amiga minha, depois de ter estado com ele cerca de vinte minutos, perguntou-me a mim e à minha mãe se tomavamos Xanax.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Últimas conversas esquizofrénicas de 2007

No msn, sobre uma pessoa que eu e os meus colegas absolutamente odiamos.
Bxana: Cat! Estou à beira de matar aquele gajo, estive a ler as instruções todas maricas, tinha de ser o ficheiro xpto, e mais as mariquices y… Cab***!
Cat: Lol, tu és só rir!
Bxana: Eu? Mas ñ fui eu que inventei isto, foi o robocop gay!
Cat: Desculpa ms ele ñ chega a robocop, falta-lhe a massa muscular!
Bxana: O q ele queria – oh se queria! - era empalado com um pau bem farpalhudo e depois atirado num taque de álcool… Lá por aquele gajo ter comichões no rabo, não ‘tou para ser saco de frustração daquele animal! X’culpa, ‘tou possessíssima…
Cat: Ahahahahahahah! Ó miga, respira fundo! Ouve lá, será q ainda dá para lhe enviar outra versão, como a Florzinha quer?
Bxana: Achas q vale a pena alterar tudo por isso...?
Cat: Tens de compreender, o homem tem fetiches. Aposto q faz colecção de borrachinhas e bloquinhos com cheiro.
Bxana: Ahahahah! Bloquinhos com cheiro? Mas apesar de tudo dá-me um certo prazer c**** nas regras dele…
Cat: Atão eu c*** contigo e em vez de ser a Love Toillet é a Friendship Toillet!
Bxana: Tu és tão pior q eu!
Cat: Ai miga, a sério, we definitely don't fit nesta porcaria…
Bxana: Eu. Sinto-me. Estúpida.
Cat: Eu sei q a esta hora nós devíamos era estar atracadas a um bom bife com os abdominais e peitorais no sítio… mas linda, ser gaija moderna e emancipada tem destas coisas.
Bxana: Ao invés, estamos a fazer um projecto para um clone do Cláudio Ramo… Qq dia vemos o gajo a apresentar a tertúlia cor-de-rosa.
Cat: Lolol… A comentar a roupa da Catarina Furtado na gala do Dança Comigo.
Bxana: "Catarina, esse vestido já não se usa...sua porca."
Cat: Ahahahahahahah! Deviam enfiar-lhe um ananás no recto! Mas com casca! Ai, não, espera, isso ele ia gostar…
Bxana: Ahahah, tipo o Hitler no Inferno…
Cat: Exacto!
Bxana: Ou faziamos uma montagem da Floribela, mas com a cara dele e dps era enviar a tralha para casa dele, com um Ferrero Rocher e um cartão a dizer "Flor, apetecia-me algo"...
Cat: Lololol! MAS a Floribela versão Gato Fedorento! A Floripega!
Bxana: Essa mesmo!
Cat: ‘Bora?
Bxana: Bora!
[risos maquiavélicos]

sábado, 1 de dezembro de 2007

Conversas esquizofrénicas e doentias

Em mais uma espectacular aula de Mestrado:
Cat: "Tens aí alguma coisa afiada?"
Bxana: "Para quê"
Cat: "Cortar os pulsos. Eu não quero viver mais. Estou a perder o amor à vida à conta desta aula."
Bxana: "Epá, tenho os brincos...serve?"
Cat: "Achas que se eu espetar o brinco num olho ele me deixa sair?"
Bxana: "Não sei... por um lado acho que sim. Mas duvido muito que ele adiasse o exame por causa disso. O professor já disse que não altera prazos por nada deste mundo!"
Cat: "Então o que é que eu faço? Eu e todos nós! Por favor, até o professor está em sofrimento! Olha para ele!"
Bxana: "E se praticassemos suicídio colectivo? Como os japoneses?"
Cat: "Como? Para enforcar não dá, a gravata dele é pequena demais e não sei se aguentava fazer o serviço a 15 pessoas..."
Bxana: "Já sei! vamos à casa de banho, trazemos um baldinho com água, e colocamos ao lado da tomada; depois fazemos fila, e um por um, molhamos os dedos no baldinho, e metemo-los na tomada!"
Cat: "E quem tira os corpos?"
Bxana: "Então, o que tiver atrás desvia o corpo do que está à frente... o último da fila ninguém tem que desviar, porque já não há mais gente atrás!"
Cat: "Epá, mas temos é de dizer isto ao professor depois de combinarmos uns com os outros... com o ar de desespero que ele está, ele vai querer ser o primeiro!"
Bxana: "Nem pensar! Primeiras, primeiras!"
Professor: "A minha aula deve estar a ser excepcionalmente divertida... as meninas ainda não pararam de rir desde que chegaram!"
Cat & Bxana: "(...)"
*Vergonhoso ser chamado à atenção neste idade, e num mestrado, eu sei...

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