terça-feira, 29 de março de 2011
Cursed
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
1982
Na senda de uma dissertação sobre a importância do ano em que nascemos, tenho aqui a minha justificação do "porquê considerar 1982 um ano extraordinariamente importante":
Janeiro: Nasce Bruno Nogueira.
Fevereiro: Chove e está frio. Carnaval. Pessoas de máscara.
Março: Nasce Jessica Biel.
Abril: A tia Tatcher entra na confusão das Malvinas. Chove. Nasce Kirsten Dunst.
Maio: Faz 64 anos que os pastorinhos viram uma senhora má' brilhante quio'sól. Amendoeiras em flor. Estreia a primeira novela portuguesa, a Vila Faia!
Junho: Nasce o principe William! A princesa Diana é mamã e o principe Carlos continua orelhudo.
Julho: Karen Dianne Baldwin é a nova Miss Universo. Levou um fato de banho roxo e dois quilos de laca no cabelo.
Agosto: Calor. Madonna faz anos. Há gente na praia.
Setembro: Começa o Outono. Morre Grace Kelly e torna-se numa lenda. O GRANDE Gabriel Garcia Marquez ganha o Nobel da Literatura com o Cem Anos de Solidão. A família Buendía rula!
Outubro: Felipe González é eleito primeiro-ministro em Espanha. Cá, continuamos a ter o bochechas.
Novembro: Mariasela Alvarez Lebron é a nova Miss Mundo. Começa a chover.
Dezembro: Natal. Pessoas usam galochas e ouvem Alphaville. Madonna continua loura. Em 31 de Dezembro, acaba o ano e começa outro. Acho que foi 1983.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
A mestria de saber usar o que os outros usam
E o que dizer relativamente à tecnologia?!? A moda são os notepad. Já tive para comprar um. É giro e muita gente chique tem. Pormenor: os meus dedos de sapo não chegam àquele teclado. Não vejo bem naquele visor minúsculo. Aquela porcaria tem a velocidade de um caracol. MAS toda a gente tem. Pá, na balança do social o "toda a gente tem" adquire um peso de 15 elefantes indianos vs o peso de uma top-model anoréctica.
Não devia ser assim? Claro que não. Mas é.
Miaus de bom fim-de-semana!
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
I Had a Dream
Deve ter sido o sonho mais intelectual que tive até hoje, se excluirmos aquele em que estava a explicar a Nietzsche a terrível ironia de, não só ele ter sido chicoteado por defender um cavalo, como o Super Homem vir, décadas depois, a ficar paraplégico por ter caído de um cavalo.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Lá vou eu, pareço uma rainha!!!
Fim-de-semana na Isla Mágica - Sevilha.
O melhor? El Desafio - queda livre de uma torre com 68 metros...:)
(o video não é meu, tirei ao acaso no Iutubi...nenhum de nós teve coragem de filmar aquilo, não fosse a câmara ficar lá em cima...e descer abruptamente, caindo em cima da nossa cabeça)
terça-feira, 16 de junho de 2009
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Encontros imediatos
domingo, 7 de junho de 2009
Kitty Cat!
A última foto é a da mamã babada... não são um mimo? As fotos não lhes fazem justiça! Quanto à Sacha... a Sacha "apareceu" a propósito daqueles e-mails que tanta vez recebemos para adoptar animais, cujas pessoas que os guardam não têm condições para os ter. A Sacha foi abandonada em Lisboa, quem a recolheu não tinha hipótese de a manter, e enviou vários e-mails, os quais, por sua vez, foram reencaminhados, etc, etc... a história teve um final feliz! A minha prima, comovida com a história da Sacha, não hesitou em adoptá-la, ligou para o número do e-mail, e esta maravilhosa gatinha lá fez a viagem Lisboa-Pegões, onde vive neste momento, com a sua prole!
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Neve, neve, neve!
Depois de quase 14 horas de viagem, chegámos a Andorra. Mais um bocadito, atravessamos o minúsculo principado, e chegamos à fronteira, Pas de la Casa. O nosso prédio ficava na fronteira; saíndo pelas traseiras, estávamos em França, saíndo pela porta principal, estávamos em Andorra.
Primeira impressão: aterradora. Entrámos num supermercado para abastecermos a dispensa, e estava a passar... André Sardet. Blergh! Cedo nos apercebemos que andámos 14 horas na estrada para estar num país franco-português. Nunca sabíamos que língua falar. No fim, falávamos português, se pegasse, fixe, se não, lá tentávamos o castelhano, porque inglês, nem à força da chapada, e o meu francês é tão bom quanto os meus crepes caseiros (um dia conto aqui como pegar fogo à casa com uma só tentativa de fazer crepe).
Segunda impressão: não me lembro.
Acho que só fomos buscar os esquis de manhã. Nunca tinha posto as patinhas em coisas daquelas... andar com botas de esqui equivale a fazer de duplo do robocop. E depois temos de apertar aquilo como se não houvesse amanhã.
O gajo que nos alugou o material de esqui, adivinhem... ‘tuga! Um ‘tuga bem porreiro, não me lembro o nome dele porque sou uma criatura vergonhosa, mas ele nunca se esqueceu do meu.
Primeira aula de esqui: pânico. Os esquis são duas peças aterradoras que escorregam na neve que nem manteiga. Aprendi numa pista quase plana, não cai uma única vez durante toda a manhã. À tarde armei-me em carapau de corrida, do género “querem ver???”, e fiz cerca de 300 metros de Sku. Sim, aquela modalidade em que as nossas nádegas cedem o lugar às pranchas.
Não tão grave quanto o quinto dia, em que já a fazer pistas a sério, fiz, vamos lá, 1 quilómetro de sku.
E a primeira vez que andei nas cadeirinhas? Como SAIR daquelas coisas? A primeira vez que experimentei, saí disparada das cadeiras e dei umas cinco cambalhotas na neve, até deixando esquis, batons, e dignidade pelo caminho. O mais grave é que a queda foi tão rápida, que ninguém a viu. O Profeta pergunta ao Finkut “ – Viste a Bxana?”, ele responde “ – Não!”, e pergunta ao Manel “Viste a Bxana?”, levando como resposta um surpreendido “ – Não!”. Olharam para a descida abrupta e viram, lá em baixo, uma mancha alaranjada estendida no chão. “ – Olha a Bxana!!!”
No segundo dia à tarde, nevou. Foi lindo. Lindo. É mesmo verdade, os flocos de neve são todos diferentes, pequenos cristais de várias formas, se olharmos com atenção nos 5 segundos que precedem o seu derretimento. Foi o primeiro dia que fiz uma pista a sério - uma pista azul. As pistas de esqui / snowboard estão divididas em quatro cores: verde (principiantes), azul ("normal" - com bastante inclinação), vermelhas (já bastante difíceis) e pretas (para prós - são pistas a pique, e não estou a hiperbolizar!). Às vezes há vermelhas mais fáceis que certas azuis, dependendo da zona em que se começa a pista, do espaço para curvas e da inclinação. E claro, do jeito para a coisa!!!
A casa - um T0, com uma cozinha a dividir o espaço entre as duas meninas e os quatro meninos desprovidos de juízo. E uma única casa de banho. Sem janela. É indiscritível o quanto um homem pode ser tóxico num wc. Um exército de texugos não conseguia ter o mesmo efeito do que enfiar um gajo numa casa de banho pequena sem janela, durante 5 minutos. Eu e a Bunny tentámos instituir a regra: "- Meninos só vão ao wc do restaurante, mas sem sucesso". Aprendemos a passar longos períodos na varanda, a meditar sobre o hinduísmo e sobre o consumo excessivo de Pringles nos States. Mais vale estar na varanda a apanhar um nevão, do que a menos de cinco metros de um depósito de resíduos nucleares.
Sono. Como felina que sou, consigo adormecer em cinco segundos, e acordar quinze horas depois. O pessoal ia para a night, eu ficava no apartamento numa de anti-social, a ressonar. Eles chegavam, faziam 30 por uma linha, e eu nunca acordei. Abençoada Bxana.
Franceses ao sol: Não os vejo. Tenho francesomiopia. Estavam dois franceses e uma portuguesa num solarengo dia de Março, numa pista azul. A portuguesa estava na dela, muito concentrada em manter o equilíbrio nas curvas ("1, 2, vira, trava, segue, 1, 2, vira, trava, segue...") quando olha em frente, vê uma mulher a menos de sete palmos, e grita "- Ahhhhhhhhhhhh!". A francesa vê-me, e responde na mesma linguagem universal: " - Ahhhhhhhhhhhhh!". Houve um choque de titãs, e fomos a rebolar pela neve abaixo. Perdemos esquis, batons, óculos, barrete... o marido dela veio a rastejar atrás de nós, e estando eu estandida na neve, de cabeça para baixo, virada para a descida, pergunta-me "Vous êtes bien?" , ou qualquer coisa assim, ao que respondi um muito convicente " - Oui... au... ai...". Por fim, lá me vieram socorrer. Conheci a sensação de ter magotes de gelo na lingerie.
Pronto, que isto já vai longo... foi bom, foi porreiro, foi o máximo! ;)
quarta-feira, 1 de abril de 2009
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Canibalismos, ou digerir pessoas cruas faz mal ao estômago
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Crónica de umas picadelas
domingo, 26 de outubro de 2008
Expo Kitty
Este fim-de-semana, dias 25 e 26 de Outubro, foi a vez da Exposição Felina Mundial passar por Lisboa, mais precisamente pela sala Tejo do Pavilhão Atlântico. But of course, aqui a Bxana foi visitar os primos afastados :)
Um pequeno tigre!
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Notícias Bxanas
domingo, 21 de setembro de 2008
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Barcelona by the crazy cat eyes
Dia 1
No aeroporto:
Calor. Muito calor. Fazer o check-in e ver a minha mala a ser esmagada pelas passadeiras rolantes foi uma emoção quase tão grande como levantar voo. Não, perdão, fazer o check-in e ser revistada foi MUITO mais emocionante. A descolagem não é assim tão má.
No avião:
Companhia low-cost espanhola. As hospedeiras fazem a demonstração, sob o meu olhar assombrado. Eu não percebo espanhol, mas percebo muito menos inglês falado por espanhóis. Penso “se esta traquitana cai, vou morrer porque não percebi onde se puxa o cordelinho para encher o colete salva-vidas. Ok.”. O B, que me cedeu gentilmente o seu lugar à janela, depois de ameaças várias, diz-me: “não te preocupes, a descolagem é o pior”. Uma hora e quinze depois dobra as folhas que ia pacientemente a ler, e diz-me com o ar mais calmo do mundo “olha, menti-te, a aterragem é muito pior. Relax, ‘tá? ”.
Ok...
Em Barcelona:
Está nublado, frio, e ameaça chover. Fixe.
Em Barcelona:
Perdemo-nos. Fizemos a pé, com malas atrás, uma zona de Barcelona com várias semelhanças com Chelas.
Barcelona, 17:00:
“Olha… uf, uf, uf…a… uf, uf, uf…pousada.”
Barcelona, 21:00:
Las Ramblas, restaurante. Comemos e bebemos quase tudo o que havia.
Barcelona, 03:00:
E não é que há um Irish – ic! – muit’á frente – ic! – mesmo atrás da Sagrada Família?
Dia 2
Barcelona para uns, Port Aventura para outros.
Depois de passar a noite a ressacar, achei – debaixo de um choro compulsivo “Eu queria tanto iiiiiiiiiiir!” – que era melhor não andar no Dragon Khan. Fico em Barcelona com os gudurosos que quer visitar a cidade.
Farmácia
Duckling – a única que sabe falar decentemente espanhol: “Buenos dias, blá blá blá, a minha amiga não se sente bem do estômago, (faz movimentos circulares a imitar a Fátima Lopes com a história dos Bifidus Activos), precisa de algo para a fazer sentir melhor. Ah, precisa também que lhe tirem a tensão arterial (aponta para o antebraço e bate duas vezes na zona das veias)”. Bxana envergonhadíssima ao lado da Duckling: “Pronto, para além de acharem que sou uma ressacada, também acham que sou drogada. Lindo”.
Parq Guell
O sítio ideal para curar uma ressaca. Depois de tempos sem fim a andar, depois de visitar a Casa-Museu Gaudi (é suposto ser um museu de cadeiras?), achámos o famoso miradouro do Parque, o dos banquinhos às cores. Nesse momento, demonstro toda a minha mais alta e nobre sensibilidade artística, e digo “Vou vomitar”. A Maharet e a Duckling passam-me piedosamente um saco da Pans para a mão. Olho cinco minutos para aquilo, e digo “Pessoal, já arrotei. Já podem tirar fotos”.
Ficou a segunda frase do dia.
Opus Gay
Volto para a pousada, para dormir mais um cadito. Duas horas depois, apercebo-me que estão a decorrer as Olimpíadas Gay no exterior da pousada onde estamos. Olimpíadas Gay. Ok. Decido que por muito mal que esteja, vou mas é ter com os meus amigos à zona da Rambla.
Plaça de Catalunya – parte 1
Decido apanhar o metro em Vallcarca, sozinha, rua abaixo, mas tento a minha sorte numa paragem de autocarros, tentando perceber onde aquilo vai dar. Darlings, eu mal percebo espanhol, quanto mais catalão. Fico a olhar para aquilo a ver se algo miraculoso acontece. Nada. Decido ir à minha vida e apanhar o metro. Nisto, apercebo-me de como deveria ser o meu ar de alucinada, quando um senhor, vindo não de bem onde, com um puto pequeno pela mão, me pergunta em inglês “Do you need any help?”. Abro ainda mais os olhos e digo, pausadamente “Yes!”. E calo-me. Ele não desiste: “Where do you want to go?”. Derrota. Esqueci-me. A Duckling foi muito específica na estação de metro onde tinha de sair, mas acabei de ter uma branca. Perante o meu silêncio e a minha cara de fantasma, o tipo insiste “Do you know where you wanna go?”. Sim, o tipo pensa que eu sou uma completa alucinada, a deambular por Barcelona sozinha, sem destino. O puto começa a ficar impaciente, e puxa a manga do pai. Mais tarde a Duckling sugere que ele deveria estar a dizer: “Papá, quem é estar pessoa estranha com quem estás a falar?”. Bem, lá me lembro e consigo dizer-lhe “Sorry, I need to go to Plaça de Catalunya!”. Ele lá me explica, super amável, e consigo ir lá ter. Milagre.
Plaça de Catalunya – parte 2
Mais umas voltinhas, e estamos todos sentados a ver a multidão da Catalunya. Estamos particularmente interessados num pombo que está a perseguir a sua pomba boazona. Quando está lá a chegar, vê na sua direcção um grupo de gente a correr. Foge. À nossa frente passa um grupo de cerca de 10 homens a correr em alta velocidade, com sacos de plástico preto às costas, a gritar e a fugir da polícia. A Duckling quebra o nosso silêncio de estupefacção: “Bem, o pombo lá perdeu o dia…”. Rimos que nem loucos nos minutos seguintes.
Noite – Las Ramblas, ou lá perto, penso eu
Super mal-disposta, a jantar num dos melhores restaurantes de Barcelona. Lá nos aguentamos até às tantas (já com o regressado grupo do Port Aventura), perfazendo um total de 14 portugueses loucos.
Dia 3
Ligeiramente mais bem disposta. Levantamo-nos cedo para ver o que nos falta de Barcelona. A Duckling faz anos hoje, pelo que lá fomos, por portas e travessas arranjar dois bolinhos, um com um 2, outro com um 6. Na hora de lhe fazer a surpresa, enganámo-nos nas posições, e assim se explica o belo vídeo que temos de todos nós a cantar os parabéns a uma jovem, perante um bolo que diz “62”.
Almoço
Super mal disposta. Os ressacados da noite anterior estavam com melhor aspecto que eu. Pareço uma zombie. Lá fazemos as voltas de última hora, e seguimos para a pousada. Hora de apanhar o avião.
Avião de regresso
TAP. Thank God. Menos 50% de probabilidades de vomitar. Saímos de uma Barcelona mais solarenga. Chegamos a uma Lisboa onde está quase a chover. Fixe.
Dia 4
Finalmente, o meu pai arrasta-me ao médico, já no Montijo.
Era a chuva, era a neve? Não, era mesmo uma gastrite.
E cá estou eu, em casa, amassada em pozinhos para o estômago. Fixe.
(Mesmo assim, Barcelona é mesmo gira!)



